domingo, 6 de abril de 2014

DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA E CAPACIDADE AERÓBIA EM JOGADORES DE FUTEBOL: IMPLICAÇÕES PRÁTICAS PARA O TREINAMENTO

Marcelo Figueiró Baldi (UFSC); Leandro Teixeira Floriano (UFSC); Paulo César do Nascimento (UFSC); Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo (UFSC)


 

 
RESUMO
Objetivo: determinar a capacidade e potência aeróbia em jogadores universitários de futebol. Métodos: Vinte e seis jogadores universitários de futebol (idade: 22,5 ± 3,6 anos; estatura: 177,5 ± 6,3 cm; massa corporal: 72 ± 8,3 kg; %G: 10,8 ± 2,0%) foram submetidos à antropometria e teste incremental máximo em esteira rolante para a identificação das variáveis de potência aeróbia: a) consumo máximo de oxigênio (VO2max), b) menor velocidade associada ao VO2max (vVO2max), e c) frequência cardíaca máxima (FCmax); e capacidade aeróbia: d) velocidade associada ao limiar de acúmulo de lactato sanguíneo (vOBLA), e) consumo de oxigênio na vOBLA (VO2vOBLA) e f) frequência cardíaca na vOBLA (FCOBLA). Para a apresentação dos resultados, foi empregada a análise descritiva (média, desvio-padrão). Resultados: os valores médios de potência e capacidade aeróbia encontrados são semelhantes aos estudos avaliando jogadores amadores e/ou universitários e inferiores aos encontrados em atletas profissionais e de elite. Conclusão: Os dados encontrados servem como parâmetros práticos para a prescrição, monitoramento e avaliação dos efeitos do treinamento.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

No presente estudo, foram apresentados valores absolutos e relativos da potência e capacidade aeróbia em atletas universitários de futebol. Estes dados servem como parâmetros práticos para a prescrição, monitoramento e avaliação dos efeitos do treinamento. Todavia, cautela deve ser empregada caso estes parâmetros sejam utilizados em atletas de outros níveis competitivos.

Quem Tiver interesse no artigo completo deixe seu recado e ficarei feliz em disponibilizar! Fiquem com Deus e até a próxima!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Níveis de potência muscular em atletas de futebol e futsal em diferentes categorias e posições


Esse foi um trabalho em que colaborei com outros colegas dos laboratórios LAEF/BIOMEC/CDS da Universidade Federal de Santa Catarina citados acima no cabeçalho.

Para ter acesso ao artigo completo ou obter mais informações deixe seu comentário!
Fiquem com Deus e até a próxima.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Existe relação da capacidade de sprints repetidos intermitentes com a aptidão aeróbia em jogadores de futsal?

Autores: Paulo Cesar do Nascimento; Juliano Fernandes da Silva; Priscila Cristina dos Santos; Luiz Guilherme antonacci Guglielmo.


INTRODUÇÃO
A relação entre aptidão aeróbia e a capacidade de sprints repetidos (CSR - sprints máximos com duração <10s e com intervalo <60s) – (GIRARD et al., 2011) tem sido demonstrada na literatura (SILVA et al., 2011). Contudo, a duração dos estímulos e o tempo de recuperação entre os sprints parecem apresentar influência nesta associação (GIRARD et al., 2011). Dessa forma, o objetivo deste estudo foi verificar se a capacidade (segundo limiar ventilatório - LV2) e a potência aeróbia (consumo máximo de oxigênio – VO2max; Pico de velocidade – PV) estão relacionadas com a CSR a partir de um teste com sprints longos (~10s) e recuperação longa (~60s) em jogadores amadores de futsal.

MATERIAIS E MÉTODOS
Participaram deste estudo 15 atletas amadores de futsal (idade 21,9 ± 6,1 anos; estatura 178,3 ± 6,2 cm; massa 75,1 ± 9,8 kg, % de gordura 13,8 ± 3,7 %) que realizaram um teste incremental de rampa para determinar o LV2, VO2max e o PV e; o teste de capacidade de CSR para determinar o melhor tempo (MT), tempo total (TT) e o índice de fadiga (IF) calculado da seguinte forma: [100* (TT/MT *6)] - 100. O teste de rampa em esteira iniciou na velocidade de 6,0 km.h-1 com incrementos de 0,5 km.h-1 cada 30s até exaustão voluntária. Os dados coletados respiração a respiração (COSMED, Quark) foram colocados em médias de 15 s. Avaliou-se o comportamento do volume de gás carbônico expirado (VCO2) plotado versus o oxigênio inspirado (VO2) (método V-slope) e, os equivalentes ventilatórios de O2 (VE/VO2) e do CO2 (VE/VCO2) plotados versus o tempo para encontrar o LV2. A maior média de 15 s foi considerada o VO2max. O PV foi considerado a maior velocidade atingida durante o teste. O teste de CSR consistiu de seis sprints de 40 m com mudança de sentido de 180º a cada 10 m e recuperação passiva de 60 s entre cada sprint. Antes da realização do teste os atletas executaram um aquecimento padronizado com diferentes deslocamentos, alongamentos e alguns sprints curtos com duração de 15 minutos.  Os tempos foram obtidos por meio de um par de fotocélulas (Speed test, CEFISE 4.0) e durante todo o teste a frequência cardíaca (FC) foi mensurada por meio de um frequêncimetro (Polar). No final do teste foram coletadas amostras de sangue capilar (25 µL) do lóbulo da orelha nos minutos três e cinco para verificar as concentrações de pico do lactato sanguíneo ([La]). As amostras foram armazenadas em microtubos (Eppendorff) contendo 50 μL de solução de NaF 1% e armazenado em gelo. A análise foi realizada por intermédio de um analisador bioquímico (YSI 2700, modelo Stat Select).  As análises estatísticas foram realizadas no programa SPSS versão 17.0. Os dados são apresentados em média ± desvio padrão (DP). Foi utilizado o teste Shapiro Wilk para verificar a normalidade dos dados (n < 50) e a correlação linear de Pearson para verificar as possíveis correlações entre as variáveis. Nível de significância adotado de 5 %.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os valores encontrados durante os testes de rampa para o LV2, VO2max e PV foram 14,1 ± 0,9 Km.h-1; 57,2 ± 4,8 ml.kg.min-1 e; 17,9 ± 1,2 Km.h-1, respectivamente. Os valores de performance obtidos durante o teste de CSR foram os seguintes: MT = 9,46 ± 0,25 s; TT = 58,34 ± 2,90 s; IF = 1,67 ± 0,70 %. A FC final do teste de CSR foi 170 ± 9 bpm. As [La] foram 10,5 ± 2,4 m.mol.L-1. As correlações entre os índices de capacidade e potência aeróbia com as variáveis de performance do CSR estão apresentadas na tabela 1.  O MT mostrou ter uma correlação moderada com o PV, porém todas as outras variáveis de capacidade de sprints repetidos não mostraram associação com a aptidão aeróbia. Ainda, quando se analisou as possíveis relações dos tempos (MT e TT) e o IF com a FC final e as [La], apenas o IF demonstrou correlação com a FC final (r = 0,56; p = 0,02).


CONCLUSÕES
Apesar de alguns estudos terem encontrado relação entre aptidão aeróbia e a capacidade de sprints repetidos, estes foram evidenciados com sprints de menor duração, bem como uma maior recuperação em comparação ao presente estudo. Desta forma, como não houve relação entre a aptidão aeróbia e a capacidade de sprints repetidos de ~10 s e recuperação de ~60 s, esta parece ser dependente da duração e recuperação dos sprints.

AGRADECIMENTOS
Agradecemos aos atletas do estudo pela participação na pesquisa, aos membros do LAEF pelo auxílio na coleta de dados e a CAPES pelo apoio financeiro.

ABRAÇOS A TODOS, FIQUEM COM DEUS, UM FELIZ NATAL E UM ABENÇOADO ANO NOVO! ATÉ A PRÓXIMA...

REFERÊNCIAS

Girard O et al. Sports Med, 41(8):673-694, 2011.
Silva JF et al. Rev Bras Cineantropom Desempenho hum, 13(5):384-391, 2011. 
  




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A CAPACIDADE E POTÊNCIA AERÓBIA CONTRIBUEM PARA PERFORMANCE ANAERÓBIA LÁTICA DE JOGADORES DE FUTSAL?

Paulo Cesar do Nascimento / CDS-UFSC
Anderson Santiago Teixeira / CDS-UFSC
 Kristopher Mendes de Souza / CDS-UFSC

Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo / CDS-UFSC

INTRODUÇÃO
No futsal, a realização de esforços de alta intensidade e curta duração (ex: sprints, 1 x1, saídas de pressão) depende principalmente do sistema anaeróbio alático. Entretanto, nas ações de transição ataque-defesa e contra-ataques sucessivos, o sistema predominante é o anaeróbio lático. Contudo, o metabolismo aeróbio participa significativamente em aproximadamente 90% de todas as ações dos jogadores durante uma partida de futsal (MEDINA et al., 2002; BARBERO ÁLVAREZ; BARBERO ÁLVAREZ, 2003; BARBERO ÁLVAREZ et al., 2008).
Considerando que o futsal é um desporto com constantes sprints em contra-ataques, saltos para cabeceios e movimentações rápidas para se livrar ou realizar marcação os atletas executam esforços com um nível de exigência muscular elevado, solicitando a mobilização máxima das capacidades específicas da modalidade como aceleração, velocidade e agilidade (BARBERO ÁLVAREZ et al., 2008). Dessa forma a avaliação específica e o entendimento claro dos índices fisiológicos envolvidos na prática do futsal são de suma importância para o aprimoramento da prescrição do treinamento na modalidade. Assim a hipótese do presente trabalho é que a capacidade aeróbia e potência aeróbia poderão explicar conjuntamente a variação da performance anaeróbia visto que estas participam ativamente durante e na recuperação dos esforços de alta intensidade deste esporte (MEDINA et al., 2002).
Portanto o objetivo do presente estudo foi analisar a influência dos índices fisiológicos de capacidade (vLAn) e potência aeróbia (VO2max; vVO2max) na performance anaeróbia lática obtida no teste de capacidade do sprints repetidos.
  
METÓDOS
Participaram deste estudo doze jogadores de futsal da categoria sub20 de uma equipe de nível nacional do Brasil (18,6 ± 0,4 anos, 173,4 ± 4,0 cm, 68,4 ± 5,4 kg, 13,6 ± 3,6 % de gordura corporal). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (protocolo – 224/08). Os participantes foram previamente instruídos sobre os procedimentos técnicos referentes às avaliações assinando um termo de consentimento livre e esclarecido.
Os jogadores foram instruídos a chegar aos testes em totais condições de hidratação e alimentação e, não realizar nenhum tipo de treinamento 24 h antes de cada teste. Todos os testes foram realizados no mesmo período do dia. Os testes foram realizados com um intervalo de no mínimo 48h entre cada um deles. Para a caracterização da amostra foram realizadas as avaliações antropométricas que seguiram os procedimentos definidos em Petroski (2007). O percentual de gordura corporal foi estimado a partir da equação de sete dobras cutâneas proposta por Jackson e Pollock (1978) específica para atletas do sexo masculino.
No primeiro dia os atletas realizaram um protocolo incremental em esteira rolante (IMBRAMED SUPER ATL, Porto Alegre, Brasil) para determinação do consumo máximo de oxigênio (VO2max). A velocidade inicial foi de 9 km.h-1 (1% de inclinação), com incrementos de 1,2 km.h-1 a cada 3 min até a exaustão voluntária. Entre cada estágio, houve um intervalo de 30 s para a coleta de 25 µl de sangue do lóbulo da orelha para a dosagem do lactato sanguíneo por meio de um analisador eletroquímico (YSI 2700 STAT, Yellow Springs, OH, USA). O VO2 foi mensurado respiração a respiração durante todo o protocolo a partir do gás expirado (K4b2, Cosmed, Roma, Itália), sendo os dados reduzidos à média de 15 s. O VO2max foi considerado como o maior valor obtido durante o teste nestes intervalos de 15 s. A velocidade associada ao VO2max (vVO2max) foi considerada como sendo a menor velocidade de corrida, na qual ocorreu o VO2max. A velocidade referente ao limiar anaeróbio (vLan) foi determinado como sendo a velocidade correspondente a concentração fixa de lactato de 3,5 mmol.L-1, conforme proposto por Heck et al. (1985).
No segundo dia de avaliação os jogadores realizaram o teste de capacidade de sprints repetidos (CSR) proposto por Bangsbo (1994), o qual é constituído por sete sprints máximos de 34,2 m com três mudanças de sentido cada, intercalados com 25 s de recuperação. Os tempos foram mensurados por meio do sistema de fotocélulas (CEFISE® - Speed Test 6.0). Dentre as variáveis derivadas do teste de CSR, analisou-se somente o tempo total (TT) dos setes sprints como indicador de capacidade anaeróbia.
Para realização da análise estatística, foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS 17.0 for Windows). Os dados foram apresentados em média e desvio-padrão (DP). A normalidade dos dados foi verificada por meio do teste de Shapiro-Wilk (n<50 font="">A correlação entre o TT e VO2max, vVO2max e vLAn foi realizada pela análise de regressão linear simples e a múltipla utilizando o método Stepwise. Nível de significância de 5%.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os valores dos índices de desempenho obtidos em protocolos de campo e de laboratório em jogadores de futsal sub20 estão descritos na Tabela 1.

Os valores de VO2max do presente estudo foram similares aos valores relatados por Baroni et al. (2011) em atletas profissionais adultos (≈ 23 anos) de futsal. Por outro lado, os valores de vVO2max e vLAn observados no estudo de Baroni et al. (2011) foram superiores comparado ao  presente estudo (17,1 vs. 15,2 km.h-1 e 14,9 vs. 12,4 km.h-1, para vVO2max e vLAn, respectivamente). As diferentes durações dos estágios do teste incremental adotado em cada estudo (1min vs. 3min), podem explicar em parte os maiores valores de potência e capacidade aeróbia apresentados por Baroni et al. (2011). Além disso, o TT no teste de CSR observado no presente estudo foi menor comparado ao estudo de Barbero Álvarez e Barbero Álvarez (2003) (47,5 ± 1,4 vs. 51,04 ± 1,29, respectivamente) realizado com jogadores profissionais adultos de futsal.


Os valores de correlação do TT no teste de capacidade de sprints repetidos com o VO2max, vVO2max e vLAn estão descritos na Tabela 2. Observaram-se correlações de magnitude nominal moderada a alta para as variáveis independentes e o TT (p<0 nbsp="" span="">Adicionalmente, os modelos de regressão linear simples mostraram que as variáveis independentes conseguem explicar individualmente entre 36% e 63% da variação inter-individual dos valores de TT em jogadores de futsal sub20 (tabela 2). Por outro lado, quando todas as variáveis independentes foram adicionadas no modelo inicial para realização da análise de regressão linear múltipla, os resultados mostraram que a vLAn foi a única variável preditora no modelo final, explicando aproximadamente 58,9% das variações nos resultados obtidos para o TT, enquanto o VO2max e vVO2max foram excluídas (p valor > 0,05).
Barbero Álvarez e Barbero Álvarez (2003) realizaram um interessante estudo com 12 atletas profissionais de futsal (idade ≈ 26 anos) com o objetivo de verificar a relação entre o VO2max (51,35 ml.kg.min-1) com tempo total (51,04 s) no teste de CSR e encontraram uma relação negativa significante entre as duas variáveis (r = -0,728). Ainda, quando os autores realizaram analise de regressão para verificar o grau de explicação do TT pelo VO2max encontraram um R2 de 0,52. O protocolo de sprints adotado no estudo citado foi igual ao do presente estudo, enquanto que, o VO2max ao contrário da presente pesquisa foi estimado por meio de um protocolo de campo, o que pode justificar em parte as diferenças encontradas nos resultados.
Portanto, com base no que foi demonstrado anteriormente na literatura por Barbero Álvarez e Barbero Álvarez (2003) e com os achados do presente estudo podemos aceitar a hipótese proposta e afirmar com base nesses resultados que a capacidade e a potência aeróbia podem explicar, ao menos em parte, a variação da performance anaeróbia lática.
  
CONCLUSÃO
Podemos concluir que na presente pesquisa a capacidade aeróbia foi a melhor preditora da capacidade anaeróbia lática. Ainda, pode-se considerar que a potência aeróbia tem uma influência importante na performance anaeróbia. Podem-se justificar esses achados pela necessidade de uma aptidão aeróbia aprimorada para otimizar a recuperação entre os inúmeros esforços máximos intermitentes realizados durante os jogos. Por fim, salienta-se a necessidade de outras pesquisas com propósitos similares para confirmar os presentes achados.

REFERÊNCIAS
BANGSBO, J. Fitness training in football – A scientific approach. 1ª ed. Baegsvard: H+O Storm, 1994.
BARBERO ÁLVAREZ, J. C.; BARBERO ÁLVAREZ, V. Relación entre él consumo de oxígeno y la capacidad para realizar ejercicio intermitente de alta intensidad en jugadores de fútbol sala, Revista de entrenamiento, v.17, n.2, p.13-24, 2003.
BARBERO ÁLVAREZ, J. C.; SOTO, V. M.; BARBERO ÁLVAREZ, V.; GRANDA-VERA, J. Match analysis and heart rate of futsal players during competition, Journal of Sports Science, v. 26, n.1, p.63-73, 2008.
BARONI, B. M.; COUTO, W.; LEAL JUNIOR, E. C. P. Estudo descritivo-comparativo de parâmetros de desempenho aeróbio de atletas profissionais de futebol e futsal. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v. 13, n.3, p.170–176, 2011.
HECK, H.; MADER, A.; HESS, G.; MUCKE, S.; MULLER, R.; HOLMANN, W. Justification of the 4mmol/l lactate threshold. International Journal of Sports Science, v.6, p.117-30, 1985.
JACKSON, A. S.; POLLOCK, M. L. Generalized Equations for Predicting  Body Density of Men. British Journal of Nutrition, v. 40, p. 497-504, 1978.
MEDINA, J. V.; SALILLAS, L. G.; VIRÓN, P. C.; MARQUETA, P. M. Necesidades cardiovasculares y metabólicas Del fútbol sala: análisis de La competición. Apunts Educación Física y Deportes, v.67, p.45-51, Jan, 2002.
PETROSKI, E, L. (Org). Antropometria: Técnicas e Padronizações. 3ª ed. Porto Alegre: Palotti, 2007.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Testes de campo utilizados para avaliação da capacidade de sprints repetidos

Durante uma partida de futebol, os jogadores desempenham diferentes tipos de exercício tais como corridas, chutes, saltos e movimentos envolvendo ações técnicas e táticas. O futebol requer a repetição de corridas alternadas com curtos períodos de recuperação, que podem ser ativos ou passivos, com a intensidade das ações alternando em qualquer momento de acordo com a demanda da partida (DUPONT; AKAKPO; BERTHOIN, 2004). Além disso, os momentos decisivos ou os gols são precedidos por movimentos de acelerações, sprints, ou ações de força explosiva.
Estas ações são caracterizadas, em sua maioria, como atividades anaeróbias, se analisadas isoladamente, contudo, a energia proveniente do metabolismo aeróbio é utilizada para 90% das movimentações dos jogadores de futebol, tornando-se um pré-requisito para esta modalidade (DA SILVA; DITTRICH; GUGLIELMO, 2011).
Diversas metodologias e protocolos têm sido propostos para avaliação aeróbia e anaeróbia de futebolistas com o objetivo de identificar os índices fisiológicos que podem explicar a performance da modalidade. Os cientistas do esporte podem, através dessas avaliações fisiológicas, analisar esses fatores e utilizar a informação para fornecer perfis individuais de seus respectivos pontos fortes e fracos. Estes dados podem formar a base para o desenvolvimento de estratégias de formação ideal (SVENSSON; DRUST, 2005).
Entre os testes mais utilizados nos últimos anos para avaliação no futebol destaca-se o crescente uso dos métodos de campo que possuem uma melhor validade ecológica, visto que levam em conta o princípio da especificidade, pois buscam reproduzir os movimentos utilizados durantes os treinos e jogos e ao contrario dos testes laboratoriais possuem um baixo custo para sua utilização (DA SILVA; DITTRICH; GUGLIELMO, 2011).
Além disso, entre os estudos que realizaram trabalhos de intervenção destaca-se o amplo uso de testes de campo para avaliar os diferentes componentes físicos (HELGERUD et al., 2001; FERRARI BRAVO et al., 2008; CHRISTENSEN et al., 2011).
Entretanto, constata-se que há uma lacuna na literatura de estudos que buscaram reunir o conhecimento atual existente na área sobre os testes de campo mais utilizados como instrumentos de avaliação em pesquisas que realizaram intervenção, quais os testes tem sido mais utilizados por esse tipo de investigação, e se estes instrumentos tem demonstrado algum tipo de validade ou reprodutibilidade. Este breve estudo abordará sobre os trabalhos mais recentes que realizaram treinamento com sprints repetidos e os métodos de avaliação utilizados pelos mesmos.
Esse artigo foi publicado previamente pela Universidade do Futebol e tem como autores Paulo Cesar Nascimento (eu), Tiago cetolin e o Jaelson Ortiz. Para continuar lendo sobre o assunto e ver o artigo na íntegra acesse:
Abraços a todos e fiquem com Deus! Até a próxima...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

EFEITO DE QUATRO SEMANAS DE TREINAMENTO DE SPRINTS REPETIDOS SOBRE OS ÍNDICES FISIOLÓGICOS DE JOGADORES DE FUTSAL

Daiane Wormer, Paulo Cesar do Nascimento, Pablo Aguires, Francimara Budal Arins, Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo.

Introdução: A capacidade de repetir sprints (RSA), especialmente os desempenhados com mudanças de sentido, parecem ser uma estratégia eficiente para desenvolver alguns dos marcadores fisiológicos para os esportes coletivos e, pode ser adotado como um modelo de treinamento para melhorar o desempenho dos jogadores de futsal.

Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do treinamento de sprints repetidos (RSA) sobre os índices fisiológicos de capacidade e potência aeróbia e performance anaeróbia em jogadores de futsal.
Materiais e métodos: Quatorze jogadores (16,7 ± 0,5 anos, 68,5 ± 6,6 kg, 176,6 ± 4,5 centímetros e 10,1 ± 4,0% de gordura) foram divididos em dois grupos: intervenção (n = 8) e controle (n = 6). Ambos os grupos realizaram os seguintes testes antes e depois de quatro semanas de treinamento: 1) capacidade de sprints repetidos (RSA) proposto por Baker et al. (1993);


2) teste incremental intermitente de campo (TCAR) proposto por Carminatti et al. (2004).

 O grupo controle manteve a rotina de treinos estabelecida pela comissão técnica e o grupo RSA foi submetido ao protocolo de sprints repetidos (3 séries de 6 x 40 m com mudança de sentido a cada 10 m, recuperação passiva de 4 min entre as séries e 20 s entre os sprints) duas vezes por semana. A análise de variância ANOVA mixed-model foi utilizada para verificar as diferenças sobre o tempo e entre os grupos. Valor de p < 0,05. O effect-size foi utilizado para caracterizar a significância prática das diferenças.

Resultados: Não foi observada interação significativa (tempo vs. Grupo) para as variáveis analisadas. Porém, em relação ao tempo houve diferença significante (p < 0.01) nos dois grupos para a velocidade do ponto de deflexão da frequência cardíaca obtida durante o teste incremental e para o pico de lactato e o índice de fadiga no teste RSA. Ainda, a efetividade do treinamento baseado no RSA foi observado pela magnitude do effect-size em algumas variáveis (ver tabela).

Conclusões: Concluiu-se que o período de quatro semanas de treinamento de RSA foi capaz de aumentar a capacidade aeróbia, bem como a capacidade anaeróbia lática. Entretanto, sugere-se a realização de novas pesquisas com diferentes períodos de intervenção para verificar a efetividade do método de treinamento.

Por hoje era isso pessoal! Fiquem com Deus e até a próxima.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

IDENTIFICAÇÃO DOS LIMIARES DE TRANSIÇÃO FISIOLÓGICA POR MEIO DAS TROCAS GASOSAS PULMONARES: UMA COMPARAÇÃO DE MÉTODOS

Paulo Cesar do Nascimento
Anderson Santiago Teixeira
Juliano Fernandes da Silva
Ricardo Dantas de Lucas

Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo

Introdução: A identificação dos limiares de transição fisiológica (LTF1 e LTF2) e dos domínios de intensidade de esforço durante o exercício é de grande importância para a avaliação e prescrição do treinamento. Entre os diferentes métodos, a análise das trocas gasosas pulmonares é um procedimento comumente utilizado por não necessitar de coleta de sangue.

Objetivo: O objetivo do presente estudo foi verificar se existe diferenças entre duas metodologias visuais e analisar a concordância entre o método do V-slope (BEAVER et al., 1986) com a análise dos equivalentes ventilatórios (DAVIS, 1985).

Metodologia: Foram avaliados 10 atletas de futsal (idade 16,2 ± 0,8 anos; estatura 174,8 ± 4,8 cm; massa corporal 67,4 ± 2,0 kg) em um teste de rampa em esteira iniciando na velocidade de 6,0 km.h-1 com incrementos de 0,5 km.h-1 cada 30s até exaustão voluntária para determinação dos LTF e do consumo máximo de oxigênio (VO2max). Os dados coletados respiração a respiração (COSMED, Quark) foram colocados em médias de 15s. Avaliou-se o comportamento do volume de gás carbônico expirado (VCO2) plotado versus o oxigênio inspirado (VO2) (método V-slope) e, os equivalentes ventilatórios de O2 (VE/VO2) e do CO2 (VE/VCO2) plotados versus o tempo (método dos limiares ventilatórios). A maior média de 15s foi considerada o VO2max. Dados em média ± DP. Foi utilizado o teste Shapiro Wilk para testar a normalidade e o teste t para amostras pareadas para verificar as possíveis diferenças. Nível de significância adotado de 5%.

Resultados: Os valores de VO2max e da máxima velocidade aeróbia atingida durante o teste de rampa foram  57,67 ± 5,44 ml.kg.min-1 e 17,1 ± 1,1 km.h-1, respectivamente. Os valores médios de velocidade e do consumo de O(VO) associado ao LTF1 e LTF2 determinado pelos diferentes métodos, bem como os valores de correlação dos LTF estão apresentados na tabela. Não foram encontradas diferenças significantes (p > 0,05) entre os limiares obtidos nos diferentes métodos e, observaram-se correlações de moderadas a alta para os respectivos pares na identificação da transição fisiológica.

Conclusão: Conclui-se que não há diferença entre os métodos para identificação visual dos limiares de transição fisiológica no presente estudo. Dessa forma, é viável a utilização de ambas as metodologias para a verificação mais fidedigna do fenômeno com a devida cautela considerando o tamanho e a especificidade da amostra.