quarta-feira, 4 de julho de 2012

O MODELO DE JOGO DO BARCELONA F.C parte 3

Durante a parte 2 foi demonstrado os ideais de organização defensiva da equipe e os organogramas que norteiam o processo de aquisição destes segundo o modelo de jogo. Nesta postagem vamos continuar analisando os princípios defensivos e as principais normas adotadas para retomar imediatamente a bola.





Até a próxima, grande abraço!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Jogos reduzidos versus jogos condicionados

Com esta postagem vou dar uma breve pausa na série que vinha apresentando sobre o Barcelona F.C. para divulgar um artigo de minha autoria que foi publicado no site Universidade do Futebol.
Trata-se de uma abordagem sobre dois  métodos de ensino no futebol: os jogos reduzidos e os jogos condicionados, as características peculiares de cada um bem como as vantagens e desvantagens da utilização destas metodologias de treinamento.


Nos esportes coletivos de características intermitentes, existe uma tendência a buscar métodos que possam aprimorar as capacidades físicas juntamente com as qualidades técnicas e táticas a partir do método global ou integrado. Nesse contexto, os jogos reduzidos aparecem como uma proposta interessante de treinamento para o aprimoramento da performance de jogadores de futebol (BANGSBO, 1994; DRUST; REILLY, 2000; IMPELIZZERI et al., 2006; HILL-HAAS et al., 2011).



O treinamento no modelo de jogos reduzidos pode alcançar uma intensidade de exercício adequada para melhorar tanto o condicionamento específico de modalidades intermitentes (testes de campo), como variáveis aeróbias, assim como o consumo máximo de oxigênio (VO2max) e os limiares de transição fisiológica (DA SILVA et al., 2011). Assim, a preparação física deve ser baseada na realização de exercícios específicos da modalidade, visto que os mesmos resultarão em modificações anatômicas e fisiológicas que se relacionam as necessidades da mesma (DA SILVA et al., 2011).


Entretanto existe uma confusão na prática por parte dos profissionais na aplicação dos jogos reduzidos e dos jogos condicionados. Entre os adeptos da primeira metodologia muitos utilizam somente (ou como foco principal) com ênfase no aprimoramento físico. As principais regras impostas durante a aplicação desta metodologia (espaço reduzido, menos elementos envolvidos e numero de toques na bola limitados para cada jogador) são estritamente para o controle da relação volume/intensidade. Ainda há aqueles que utilizam os jogos reduzidos dentro da metodologia do treinamento integral, como parte de um aprimoramento físico específico.


Diferente da maneira que os jogos reduzidos são vistos ou aplicados, os jogos condicionados ou JDC’s podem de maneira semelhante, a partir do uso das mesmas regras (espaço reduzido, menos jogadores e numero de toques na bola limitados) aprimorarem o condicionamento físico dos atletas de futebol, mas não necessariamente dessa forma, pois podem ser realizados com a ótica do jogo formal adaptado. 


Além disso, esta metodologia extrapola o aprimoramento físico/técnico, alcançando um aprimoramento tático e de tomada de decisão dos jogadores. Com normas estabelecidas e regras que busquem um objetivo para a atividade, seja ele qual for aprendizagem/fixação dos princípios táticos de jogo ou como agir frente a determinadas situações da partida dentro do modelo de jogo da equipe, os jogos condicionados geram um aprendizado estratégico/tático com sua aplicação.


Para acessar o conteúdo completo do artigo e saber mais sobre o assunto assim como ver exemplos práticos de exercícios dentro da metodologia dos jogos condicionados, acesse o site do Universidade do futebol através do link:


Ou se preferir deixe seu comentário! Um grande abraço.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O MODELO DE JOGO DO BARCELONA F. C. parte 2


Na postagem anterior foi mostrado como eles pensam o futebol como um fenômeno e como visualizar um; além disso, é feito uma comparação sobre as teorias reducionistas e as teorias da complexidade. Como a primeira tem o foco “nas partes” de uma organização, e a outra nunca desconsidera o “todo” e as relações existentes entre os sistemas, o jogador e suas possibilidades de interação!
Nesta parte 2 veremos como essa equipe pensa as relações e as interelações dentro de um sistema complexo chamado ciclo do jogo.




Grande abraço e não perca a próxima parte! 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O MODELO DE JOGO DO BARCELONA F.C


Muitos são os torcedores, admiradores, adeptos e fanáticos pelo futebol apresentado pela equipe do Barcelona nos últimos anos. Entretanto, quem poderia revelar o segredo de tal sucesso? Existe um segredo? Como uma equipe de futebol pode manter tal nível de performance por tanto tempo? Como um time pode encontrar um “padrão” de planejamento e desenvolvimento estratégico de tal nível de rendimento? Como jogar de forma ‘encantadora’ obtendo os resultados necessários?


Essas e muitas outras perguntas estão frequentemente confrontando os profissionais envolvidos com o esporte! Dessa forma, a partir de hoje iniciarei a apresentação de uma série de um material que chegou em minhas mãos, que relata muito dos ideais adotados pelo clube que encantou o mundo com o futebol mais belo dos últimos tempos: Barcelona F.C.







Um grande abraço a todos e até a proxíma!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Artigo: Physiology of Small-Sided Games:Training in Football. A systematic review


Autores: Stephen V. Hill-Haas
     Brian Dawson
     Franco M. Impellizzeri
     Aaron J. Coutts

Os jogos reduzidos ou como são mais conhecidos na literatura os chamados small-sided games (SSG), são jogados em áreas de campo menores que o formal, frequentemente usando regras diferentes e envolvendo um numero menor de jogadores que o tradicional. Essa metodologia é menos estruturada que os métodos tradicionais de treinamento físico, mas é comumente usada para o treinamento em jogadores de diferentes idades e níveis. Atualmente existe relativamente pouca informação sobre como os SSG podem ser usados para melhorar as capacidades físicas e habilidades técnicas ou táticas em atletas de futebol. Contudo, muitas variáveis com prescrição controlada pelos treinadores podem influenciar na intensidade de exercício (IE) durante os SSG. Os treinadores geralmente experimentam alterar os estímulos nos SSG através de mudanças na área de jogo, numero de jogadores, motivação por parte dos treinadores, regime de trabalho (continuo vs. Intervalado), regras e o uso de goleiros.
            Em geral, parece que a intensidade de exercício nos SSG é aumentada com a concorrente diminuição do numero de jogadores e o aumento na área relativa para cada jogador. Entretanto, a relação inversa entre o numero de jogadores em cada SSG e a intensidade de exercício não se aplica as características de movimentação da partida (time-motion). Incentivo técnico consistente pode aumentar a intensidade de treinamento, mas as mudanças nas regras parecem não afetar fortemente a IE. A variação das medidas de IE são mais baixas nos jogos como formato menor (ex. 3 vs. 3) e tem uma aceitável reprodutibilidade quando o mesmo SSG é repetido entre diferentes sessões de treinamento ou na mesma sessão. A variação na IE durante os SSG pode ser aumentada com estímulo técnico, mas é ainda mais variável que os métodos de treinamento tradicionais. Outros estudos também têm demonstrado que os SSG com poucos jogadores podem exceder a intensidade da partida e extrair intensidades similares como da corrida intervalada de alta intensidade tanto de curta e longa duração.
            Parece também que o desempenho específico do futebol pode ser melhorado igualmente com os SSG como nos treinamentos técnicos. Futuras pesquisas são necessárias para examinar estratégias de periodização ideal do treinamento com os SSG para o desenvolvimento a longo prazo das capacidades fisiológicas, habilidades técnicas e competências táticas.

HILL-HAAS, S. V.; DAWSON, B.; IMPELLIZZERI, F. M.; COUTTS, A. Physiology of Small-Sided Games:Training in Football. Sports Medicine, v.41, n. 3, p.199 – 220, 2011.


Para obter a versão completa do artigo em pdf deixe seu comentário! 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Artigo: Exercise intensity and technical demands of small-sided games in young brazilian soccer players: effect of number of players, maturation, and reliability

Autores: Cristiano D. da Silva, Franco M. Impellizzeri, Antônio J. Natali, Jorge R.P. de Lima, Maurício G.B. Filho, Emerson S. Garcia, João C.B. Marins

O objetivo do artigo em questão foi 1) analisar em jovens jogadores o efeito da variação do numero de jogadores na intensidade do exercício (IE) e nas ações técnicas durante os jogos reduzidos (JR), 2) examinar a reprodutibilidade da IE e das ações técnicas, e 3) a influência da maturação dos jogadores na IE e nos envolvimentos com bola (EB).

Os jogos reduzidos são um método de treinamento efetivo para aprimorar a capacidade específica do futebol. É um tipo de treinamento eficiente para melhorar tanto a resistência em testes de campo específicos do futebol (aeróbios como o yo-yo 20m ou TCAR, e os anaeróbios como o RAST, Bangsboo 34,5m, Baker et al. 40m e o RSA de Rampinini et al.), assim como, os parâmetros fisiológicos obtidos em testes laboratoriais, volume máximo de oxigênio – Vo2max, e os limiares anaeróbios (OBLA, LAn,etc), já comprovado na literatura científica.

Os chamados small sided-games ou como se padronizou chamar os jogos reduzidos, nada mais são que jogos realizados em espaços menores que o formal, com um menor numero de jogadores envolvidos; e com a utilização ou não de goleiros, limitação do numero de toques na bola e o encorajamento por parte da comissão técnica. Esta metodologia já demonstrou ser capaz de atingir a IE necessária para melhorar a endurance no futebol, que segundo os autores fica próxima de 90% da FC máxima, como proposto por Helgerud et al. (2001).

Participaram do estudo 16 jogadores de futebol da categoria sub15 (13,5 anos) que competiam na federação mineira de futebol – CBF. Os atletas treinavam 3 vezes por semana 90 minutos por sessão, e competiam um jogo por final de semana (70 min). Os mesmos tinham em média 3 anos de experiência de treinamento sistematizado e estavam durante o período competitivo durante a realização do estudo.

Foram realizados jogos reduzidos de 3x3, 4x4 e 5x5, em uma mesma dimensão de 30x30 metros, sem goleiro e com uma trave pequena (1,2x0,8 m), toques na bola livre e pra valer o gol era necessário que todos os jogadores estivessem na metade ofensiva do campo, houve encorajamento verbal por parte dos treinadores e a bola era reposta imediatamente ao sair. Aplicou-se 3 séries de 4 min com 3 min de recuperação entre as séries em duas sessões de diferentes dias.

Os principais resultados do estudo foram que o 3x3 foi mais intenso (89,8% FCmax) comparado com o 5x5 (86,9% FCmax). A primeira série foi menos intensa (86,8% FCmax) que a segunda (89,1% FCmax)  e a terceira (89,4% FCmax). Houve mais ações de drible e chute a gol nos jogos de 3x3. Não foram encontradas correlações entre o nível maturacional e a IE e as ações técnicas em nenhum dos modelos de jogos.

As IE de exercício encontradas na investigação são próximas das encontradas para jogadores adultos nos JR. Essa metodologia tem demonstrado ser efetiva para induzir adaptações positivas no desempenho aeróbio e na performance física durante uma partida. Os treinadores podem alternar o numero de jogadores envolvidos para variar a IE nos JR e uma maior intensidade é observada quando há um numero menor de atletas nas mesmas dimensões de campo. As ações técnicas parecem não variar independente do modelo de JRs adotado. Por fim, os profissionais envolvidos com a modalidade poderão realizar alterações nos tipos de JR conforme os objetivos e o planejamento tendo uma IE assegurada para alcançar os devidos aprimoramentos. 

Da Silva, CD, Impelizzeri, FM, Natali, AJ,de Lima, JRP, Bara-Filho, MG, Silami-Garcia, E, Marins, JCB. Exercise intensity and technical demands of small-sided games in young Brazilian soccer players: effect of number of players, maturation, and reliability. J Strength Cond Res 25(X): 000–000, 2011.


Para obter a versão completa do artigo em pdf, deixe seu comentário!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NÍVEIS DE POTÊNCIA MUSCULAR EM ATLETAS DE FUTEBOL E FUTSAL EM DIFERENTES CATEGORIAS E POSIÇÕES

Estou colocando a disposição dos interessados um artigo recente do qual sou co-autor sobre níveis de potência muscular no futebol e futsal. Na postagem está o resumo e um link para acessar a versão completa. Dúvidas, sugestões ou mais informações sobre a publicação deixe seu comentário.

Resumo

Este estudo objetivou identificar a potência de membros inferiores em jogadores de futebol e futsal, comparando o counter movement jump (CMJ) entre as modalidades, as posições adotadas e as categorias. Participaram 61 atletas de futebol das categorias Sub17, Sub20 e profissional e 28 de futsal das categorias Sub20 e profissional. Utilizou-se uma plataforma de força Quattro Jump do tipo piezoelétrica. Foi utilizada estatística descritiva, teste “t” de Student e análise de variância a p≤0,05. Não foi reportada diferença significativa no CMJ entre os atletas de futebol e futsal (p= 0,85). Entre as posições adotadas pelos jogadores de futebol encontrou-se diferença significativa (p= 0,02) apenas entre os centrais e os médios. Nos atletas de futsal não foi verificada diferença significativa entre as posições (p= 0,69). Quando comparadas as categorias também não foram constatadas diferenças significativas, tanto no futebol (p= 0,12) quanto no futsal (p= 0,47). Pode-se concluir que os atletas de futebol e futsal parecem apresentar níveis semelhantes de potência muscular. Os centrais apresentaram maiores níveis de potência quando comparados aos médios, porém no futsal os atletas apresentaram níveis similares de potência. Independente da categoria, tanto os atletas de futebol quanto de futsal, apresentaram níveis semelhantes de potência muscular.


Autores:
Juliano Fernandes da Silva, Daniele Detanico, Leandro Teixeira Floriano, Naiandra Dittrich, Paulo Cesar  do Nascimento, Saray Giovana dos Santos, Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo