terça-feira, 3 de abril de 2012

RESENHA de Artigo: Respostas fisiológicas durante o exercício contínuo e intermitente: implicações para a avaliação e a prescrição do treinamento aeróbio


Trata-se de um artigo de revisão que aborda a questão do treinamento intervalado máximo, supramáximo e submáximo. O objetivo do estudo foi revisar as respostas fisiológicas agudas ao exercício durante estas diferentes intensidades. Para o exercício máximo e supra-máximo a referência é a intensidade onde é encontrado o máximo volume de consumo de oxigênio (IVo2máx), sendo que, o máximo é a 100% dessa intensidade e o supra-máximo acima de 100%. Ainda o exercício intermitente submáximo, com intensidades próximas a máxima fase estável de lactato (MLSS).

A relação volume versus intensidade também é abordada e discutida quanto as três categorias citadas acima. Outro aspecto é a utilização da recuperação ativa ou passiva dependente da intensidade na qual o exercício é realizado. Ainda, na recuperação ativa pode-se individualizar a intensidade da mesma utilizando uma porcentagem do tempo de exaustão (Tlim). Além disso, a individualização das intensidades utilizando o Tlim pode ser uma maneira apropriada de manter o individuo se exercitando próximo do Vo2máx nas sessões de alta intensidade.

  Durante o exercício intervalado acima de 100% da IVo2máx a recuperação passiva permite alcançar maiores intensidades durante as séries. A recuperação ativa pode ser mais interessante em repetições mais longas, pois permite melhor remoção do lactato sanguíneo e maior tempo próximo ao Vo2máx. No treinamento intervalado submáximo a relação entre a duração das repetições e a intensidade ainda permanece, ou seja, em repetições mais longas a intensidade é menor e, em repetições mais curtas a intensidade atingida pode ser maior. No entanto, os dois tipos de recuperação podem ser utilizados, pois não interferem na intensidade que pode ser mantida nestas condições.

Assim, este estudo traz uma importante contribuição para que os preparadores físicos e profissionais envolvidos com o esporte possam compreender melhor as nuances do treinamento intervalado.

Autores: Ricardo Dantas de Lucas

Benedito Sérgio Denadai

Camila Coelho Greco

Obs: Quem quiser uma cópia do artigo original deixe um comentário com o endereço de email e eu envio um pdf, ou poderá realizar uma busca na rede pois a versão PDF é disponibilizada pela revista.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ATIVIDADE DE TREINO: JOGO CONDICIONADO PARA DEFESA A ZONA



Como já faz algum tempo que não postei nada em relação a treinos, resolvi postar uma atividade que acho bastante interessante para o Trabalho de DEFESA A ZONA. Quero deixar aqui um exemplo bem prático para quem acompanha esse blog de uma atividade dentro da ótica do trabalho com jogos condicionados.
Até mesmo por quê nas ultimas postagens abordando didática e metodologia de trabalho vinha tratando desse assunto, e creio que este exemplo poderá clarear um pouco a questão abordada.



Esta atividade é um exemplo de jogo condicionado mais complexo, ou seja, muito próximo da ótica do jogo formal. No exemplo acima joga-se em 10 atletas contra 8 mais o goleiro. O objetivo principal da atividade é o trabalho da defesa a zona. Para isso divide-se o campo de defesa em setores (3 na horizontal e 3 na vertical, linha pontilhada). Os princípios táticos que podem ser trabalhados como objetivo do exercício são a unidade defensiva, contenção e cobertura defensiva, e os sub-princípios tais como concentração defensiva, ataque a ala da bola, dobras de marcação, entre outros. A intenção da atividade é que os atletas formem as duas linhas de quatro da maneira mais adequada possível as situações de jogo e aplicando os princípios e sub-princípios desejados. Para tal coloca-se regra de que a equipe que defende precisa estar dentro dos dois setores (dois na vertical e dois na horizontal) mais próximos do local onde está o portador da bola. 
Além disso princípios ofensivos também são trabalhados, tais como infiltração e apoio ofensivo. Ainda a equipe que defende o gol na trave normal ataca três traves pequenas (golzinhos). O objetivo é fazer a equipe entender como armar o contra-ataque e/ou transição defensiva da melhor e mais rápida maneira possível. Para isso pode-se colocar regras tais como o gol pelas laterais vale mais do que pelo meio, um certo numero de toques para chegar ao meio de campo ou um tempo determinado. 
Como é uma atividade que aborda vários aspectos deve-se ter o cuidado quanto em que momento aplica-lá no planejamento e quanto ao feedback ou correção dada aos atletas, pois é comum corrigir os aspectos que não são o objetivo principal do exercício.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TEXTO PARA REFLETIR

Recebi um email ainda no ano passado na época de festas de uma pessoa que admiro e que conheci durante minha vida acadêmica o prof Dr. Ubirajara Oro, desculpe-me a expressão, "uma mente incrível", e como durante a temporada de verão sempre fico um tanto off, resolvi postar como primeira publicação do ano esta mensagem!
Um grande abraço ao amigo professor e mestre e espero que muitos possam refletir sobre este texto.


Minha querida Amiga, meu querido Amigo


Quando celebrar a chegada do primeiro filho de Maria e José for o motivo maior para festejarmos o Natal e também o Ano Novo, as alegrias que então sentirmos vão parecer-nos mais sublimes, porque hão de estar mais próximas da felicidade genuína, aquela felicidade que o Menino da Paz veio ensinar-nos a conseguir.

Na prática, felicidade rima melhor com paz do que com facilidade. Com efeito, a paz que Jesus apregoou aos homens, tem sede no coração universal que pulsa pelo coração do ser absoluto de Deus. E Deus é uma fonte inesgotável de felicidade. Aliás, Ele tem que ser assim, ou não seria Deus. Porém, sendo tão preciosa por ser divina, a paz feliz de Deus implica uma conquista de cada um de nós. Quero dizer que o preço das coisas, seja qual for a natureza delas, corresponderá ao seu valor respectivo, seja qual for a natureza dele.

Por isso, é justo e mesmo lógico que as coisas divinas sejam as mais caras, logo inalcançáveis via facilidade. Elas requerem o mais difícil entre todos os nossos talentos: o da autopromoção interior, que nos virá a cada passo com intenção solidária, em direção aos outros e a nós próprios, que conseguirmos dar. São passos não muito fáceis, porque contrários à nossa natureza primária que se mostra egocêntrica e comodista. Em qualquer caso, dar tais passos supõe uma decisão radicalmente solitária e necessariamente espontânea, num processo gradativo que, embora de longe, lembra aquele que o sábio suíço Jean Piaget chamava de "centrifugação do eu".

No nosso mundo dos homens, cada um de nós termina sendo avaliado e valorizado, mais por aquilo que faz do que por aquilo que é. Para os homens, portanto, a simples condição humana não basta. É preciso predicá-la, para que ela incorpore valor. Com o Jesus de Nazaré histórico e portanto humano, não há de ter sido diferente. A linda alcunha de "Príncipe da Paz" que os Seus seguidores Lhe demos, não é uma gratuidade qualquer. Ao contrário, ela traduz no seu próprio rótulo, o reconhecimento social de um mérito efetivo.


Eu creio que Jesus de Nazaré foi, dentre vários pretendentes históricos já identificados, o único homem do Seu tempo a estar capacitado para assumir a condição do Messía, ou do Xristós. Tanto na língua hebraica quanto na grega, Ele acabou sendo aclamado o "Ungido do Senhor Deus". E ungido significa ter sido escolhido e enviado ao encontro dos homens, para libertá-los e redimi-los da sua pequenez humana. Jesus ascendeu a Cristo, para trazer-nos a esperança de uma vida eterna e plena da paz celestial, que receberemos todos os que soubermos viver com boa-vontade.

Creio também, que Jesus se revela o Cristo, tanto nos Seus atos coerentes quanto nas Suas palavras de sabedoria. Para mim, terá sido bem e até mais por essa coerência na condução da Sua própria vida, que Ele convenceu tantos corações e mentes, ao longo de dois milênios de história, chegando hoje a ser notícia para dois terços dos sete bilhões de pessoas que povoam a Terra.

Aliás, Jesus passou toda a Sua vida bendita a dar, pelo exemplo praticado, o melhor testemunho que pude encontrar, da profundidade ética e da validade universal de uma simples e lacônica advertência: "As palavras movem; os exemplos arrastam!". Na verdade uma densa lição para toda a vida, essa breve advertência eu ouvi pela primeira vez ainda criança, na voz confiante e confiável da minha mãezinha, a veneranda e para mim imortal Profª Iracema Pilar Oro.

Ao longo de toda a vida de professor, vim e continuo apostando nessa lição, bem assim confiando não estar equivocado por isso. Acredito nela, com inteira sinceridade. Toda vez que a tenho presente, ela volta a remeter-me ao Cristo, a cuja pedagogia de ação e reflexão procuro referir a minha própria. Creio que o Seu exemplo de coerência rigorosa entre o proferir e o agir tem conseguido me arrastar, mesmo que aos pouquinhos, para sempre mais perto daquilo que Ele nos ensinou e recomendou.

Em todo caso, importa-me hoje menos, que essa impressão de estar sendo arrastado pelos bons exemplos do Cristo seja mera presunção ou ilusão minha. Afinal, como o homem ainda bem distante da coerência e até mesmo inconseqüente que amiúde me flagro sendo, não admito reivindicar de Deus algum direito eventual a ser arrastado na Sua direção. Importa-me muito mais, empenhar forças e consciência, para tentar por em prática as lições de condução de vida que me parecem válidas, ao prometerem conduzir a Ele. Para meu governo, o dever vem antes do direito.

Tal qual me ensinou há anos um filósofo português, de quem continuo admirando a lúcida sabedoria, a vida humana é mais um valor subjetivo do que um fato objetivo. A essa lição que recebi de Manuel Sérgio Vieira e Cunha, arrisco acrescentar aqui: um valor que é dom, por ser uma doação generosa e sem torna, de Deus a cada um de nós.

Minha querida Amiga, meu querido Amigo, Você já se perguntou alguma vez qual o motivo maior dos Seus festejos de Natal e de Ano Novo?



Prof. Dr. Ubirajara Oro

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

História para refletir: Por que o treinamento no futebol segue o mesmo modelo de sempre?


Texto de Alcides Scaglia. Publicado no Universidade do Futebol.

Certa vez recebi pela internet uma história interessante, que me permite até hoje utilizá-la em aulas e palestras para construir analogias sobre o universo do futebol, mostrando de forma mais didática as mazelas advindas de uma concepção metodológica mecanicista.
 A história relata uma hipotética experiência com macacos, quando um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula, uma escada e sobre ela um cacho de bananas.
 Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão. E isto se repetiu várias vezes.
 Depois de certo tempo, compreendendo a ação e reação, quando um macaco ia subir à escada, os outros o pegavam e o enchiam de pancadas, pois ninguém queria mais levar uma ducha de água fria. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, na segunda fase da pesquisa, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que o novato fez foi, logicamente, subir a escada. Mas foi imediatamente retirado dela pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo também não subia mais na escada. 
 Na terceira fase do experimento, um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, contudo o mais entusiasta espancador do segundo novato fora o primeiro macaco substituto (como que reforçando aquele pensamento ingênuo e alienado - para me valer de um eufemismo - dos estudantes universitários de segundo ano, quando ainda no século XXI aplicam trotes nos ingressantes).  
 Nas fases seguintes, um terceiro macaco foi trocado e a mesma cena se repetiu. Um quarto, e afinal, o último dos veteranos foi substituído.
 Os cientistas então, na última fase do experimento, ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naqueles que tentassem pegar as bananas.
 Logo, se fosse possível perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir à escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui”.
 Agora, vamos às possíveis analogias, pense comigo: Será que é possível trocar os macacos por jogadores, a jaula pela concentração, os cientistas por alguns treinadores e a experiência pelos treinamentos?
 Quantos jogadores de futebol que treinaram esta semana sabem por que os treinos foram assim?
 Por que os jogadores adquirem determinadas atitudes padrão frente a certas situações? Como que por osmose.
 Qual motivo leva um jogador a ser indolente? A ter preguiça de pensar?
 Poderíamos dizer qual a razão de um jogador de futebol achar que estudar não é importante? Ou então que a escola não lhe prepara para ser um jogador de futebol.
 Claramente, a história nos inquieta e nos leva à reflexão sobre as nossas atitudes. Será que eu sei o motivo de eu ser uma pessoa assim ou assado? Ou seja, tenho plena consciência sobre minhas ações e reações?
 Infelizmente, o método tecnicista/mecanicista utiliza exatamente destes subterfúgios, para fazer com seus atletas possam ser controlados, robotizados, automatizados, transformando seres humanos em mortos-vivos.
 Na verdade esta experiência comportamental, que reproduz o protocolo Pavlovniano, demonstra como é possível desenvolver o que os behavioristas chamam de reflexo condicionante.
 Uma vez condicionados, reverter este processo não é simples, pois a condição reflexa não exige a reflexão. Logo, acostuma-se a não precisar pensar. Tudo já foi pensado. E se antigamente era assim, deve permanecer para todo o sempre.
 Agora, acrescente esta discussão sobre condicionamento ao fato dos profissionais envolvidos com o futebol acreditarem piamente que são os melhores do mundo e ponto final.
 O resultado é: não faça nada diferente se você quiser entrar e/ou sobreviver neste meio. Nada que assustem aqueles que até sabem que podem tomar uma ducha de água gelada (estes são piores que os que repetem ações sem saber que poderiam levar um banho gelado), e também aqueles repetidores da frase: “Ah! Não sei. Mas sempre foi assim.”
 Por isso, não ouse no Brasil dar treino em um período, será tachado de técnico indolente, mesmo que a ciência dê sustentação e segurança para fazê-los.
 Não cometa a heresia de exigir que o jogador seja inteligente para jogar futebol. Muito menos diga que você tem conhecimento para ensinar futebol (estou falando sim, em ensinar a jogar bem futebol, formar um craque, extremamente inteligente). Será motivo de chacota. Irão ironicamente chamá-lo de Deus, pois é responsabilidade Dele distribuir o dom para ser jogador de futebol.
 Ou então, sendo mais objetivo, nunca diga: “O futebol deve ser administrado por profissionais capacitados e qualificados (não apenas amantes do jogo)”; “Dirigente não pode ser passional”; “Os clubes maiores do Brasil precisam parar de ter mentalidade de clube formador (para o bem e sobrevivência de nosso futebol, além de garantia de desenvolvimento sustentável)”...
 Enfim, são muitas as frases e pensamentos no futebol que podem lhe valer uma boa ducha de água gelada.
 Macacos se condicionam; seres humanos ingênuos e que não aprenderam a pensar se condicionam; contudo, pessoas críticas, ousadas, inteligentes e com visão de futuro, não se deixam levar pelos condicionamentos operantes e violentos existentes em nossa sociedade como um todo, e especialmente no universo do futebol.
 Estes não têm medo de uma ducha gelada. Não são reprimidos pelos outros, mesmo que ao longo de processo precisem a todo o momento se defender corporal e verbalmente.
 O prazer em comer a banana é muito melhor que a sensação aprisionante e resignada de ver o alimento e não ter a coragem de subir a escada.
 Nota: Infelizmente, como o mundo virtual é ainda uma terra, basicamente, sem lei, a história chegou sem autor, mas com certeza alguém a escreveu, então, que as “águas virtuais” da web lhe seja mensageira de meus agradecimentos pela oportunidade de aprendizado que esta história me trouxe e traz toda vez a releio.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

JOGOS REDUZIDOS NO FUTSAL


Apesar de sua popularidade mundial e status competitivo existem poucos estudos que analisaram a performance no futsal (BARBERO ÁLVAREZ; ANDRÍN; MÉNDEZ-VILLANUEVA, 2005; BARBERO ÁLVAREZ et al., 2008). 
Por ser um esporte caracterizado pela combinação de ações de elevadas intensidades, intercaladas com períodos de recuperação variáveis durante o período de jogo (40 minutos cronometrados), o futsal é uma modalidade que depende tanto de variáveis relacionadas ao metabolismo aeróbio quanto anaeróbio (MEDINA et al., 2002; BARBERO ÁLVAREZ et al., 2008).
Cada vez mais, os profissionais da área têm procurado alternativas para aprimorar e especificar a prescrição e o controle do treinamento na modalidade a fim de acompanhar a evolução dos aspectos físicos e táticos da modalidade. Nos esportes coletivos de características intermitentes, existe uma tendência a buscar métodos que possam aprimorar as capacidades físicas juntamente com as qualidades técnicas e táticas a partir do método global (MUTTI, 2003). Nesse contexto, os jogos reduzidos aparecem como uma proposta interessante de treinamento para o aprimoramento da performance de jogadores de futsal (BANGSBO, 1994; DRUST; REILLY, 2000; IMPELIZZERI et al., 2006; HILL-HAAS et al., 2011).
Apesar da constatação da importância que aplicação de jogos reduzidos possuí para o aprimoramento da performance de atletas de modalidades intermitentes, ainda não há na literatura científica estudos que analisaram o efeito desse modelo de treinamento no futsal.
Sabe-se que na prática muitos dos profissionais envolvidos com o futsal utilizam a metodologia dos jogos reduzidos na busca de mesclar o treinamento físico com o técnico-tático, porém não há conhecimento de estudos que explanaram a efetividade deste método para aprimorar as capacidades físicas do esporte.

BANGSBO, J. Fitness training in football – A scientific approach. Baegsvard: H+O Storm, 1994.
BARBERO ÁLVAREZ, J. C.; ANDRÍN, G.; MÉNDEZ-VILLANUEVA, A. Futsalspecific endurance assessment of competitive players. Journal of Sports Sciences, v. 23, p. 1279–1281, 2005.
BARBERO ÁLVAREZ, J. C.; SOTO, V. M.; BARBERO ÁLVAREZ, V.; GRANDA-VERA, J. Match analysis and heart rate of futsal players during competition. Journal of Sports Sciences, v.26, n. 1, p.63-73, 2008.
DRUST, B.; REILLY, T.; CABLE, N. T. Physiological responses to laboratory based soccer-specific intermittent and continuous exercise. Journal of Sports Science, v. 18, p. 885-892, 2000.
HILL, D. W.; WILLIAMS, C. S; BURT, S. E.  Responses to exercise at 92 % and 100 % of the velocity associated with VO2max.  International Journal Sports Medicine, v.18, p.325-329, 1997.
IMPELLIZZERI, F. M.; MARCORA, S. M.; CASTAGNA, C.; REILLY, T.; SASSI, A.; IAIA, F. M.; RAMPININI E. Physiological and performance effects of  generic versus specific aerobic training in soccer players. International Journal Sports Medicine, v.27, n. 6, p.483–492, 2006.
MEDINA, J. V.; SALILLAS, L. G.; VIRÓN, P. C.; MARQUETA, P. M. Necesidades cardiovasculares y metabólicas Del fútbol sala: análisis de La competición. Apunts Educación Física y Deportes, v.67, p.45-51, 2002.
MUTTI, D. Futsal: Da iniciação ao alto nível. 2 ed. São Paulo: Phorte editora, 2003.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

TREINAMENTO A PARTIR DE JOGOS REDUZIDOS


O treinamento no modelo de jogos reduzidos pode alcançar uma intensidade de exercício adequada para melhorar tanto o condicionamento específico de modalidades intermitentes (testes de campo), como variáveis aeróbias, assim como o VO2max e os limiares de transição fisiológica (DA SILVA et al., 2011). 
Alguns estudos encontrados na literatura científica investigaram métodos específicos a partir de jogos reduzidos no futebol e os efeitos nas qualidades físicas da modalidade (DRUST; REILLY, 2000; REILLY; GILBOURNE, 2003; IMPELIZZERI et al., 2006). 
Impelizzeri et al. (2006) compararam o efeito do treinamento de jogos reduzidos com  o modelo de corrida intervalada de alta intensidade (4 séries de 4 minutos a 90 % a 95 % da FCmáx com recuperação ativa de 3 minutos para ambos os métodos), duas vezes por semana em jogadores adolescentes de futebol. Este trabalho demonstrou que o treinamento no modelo de jogos reduzidos realizado nessa intensidade da FCmáx (90% a 95%)  proporcionou melhoras na capacidade e potência aeróbia dos atletas de forma similar ao método de corrida intervalada. Dessa forma, constata-se que é possível encontrar faixas de intensidades de esforço durante os jogos reduzidos que possibilitem o treinamento nos diferentes domínios fisiológicos (moderado, pesado e severo), para melhorar o condicionamento aeróbio e a performance dos atletas (BANGSBO, 1994; DRUST; REILLY, 2000; REILLY; GILBOURNE, 2003; HILL-HAAS et al., 2011).
Adicionalmente, com a utilização desse método as habilidades técnicas e táticas são envolvidas e treinadas em condições similares dos jogos, ou seja, um treinamento específico do esporte que promove uma efetiva transferência ao ambiente competitivo (BANGSBO, 1994; HILL-HAAS et al., 2011). Assim, a preparação física deve ser baseada na realização de exercícios específicos da modalidade, visto que os mesmos resultarão em modificações anatômicas e fisiológicas que se relacionam as necessidades da mesma (DA SILVA et al., 2011). 
Por fim, esse tipo de treinamento parece ser uma alternativa eficiente para aprimorar a performance aeróbia em esportes coletivos, ativando grupos musculares que são requeridos durante os jogos (IMPELIZZERI et al., 2006), tendo benefícios tais como: reproduzir as demandas de movimentação, intensidade fisiológica e a técnica requerida para jogar uma partida (HILL-HAAS et al., 2011; DA SILVA et al., 2011).

Referências

BANGSBO, J. Fitness training in football – A scientific approach. Baegsvard: H+O Storm, 1994.

DA SILVA, C. D.; IMPELLIZZERI, F. M.; NATALI, A. J.; DE LIMA, J. R. P.; BARA-FILHO, M. G.; SILAMI-GARCIA, E.; MARINS, J. C. B. Exercise intensity and technical demands of small-sided games in young Brazilian soccer players: effect of number of players, maturation, and reliability. Journal of Strength Condition Research, 2011, in press.

DRUST, B.; REILLY, T.; CABLE, N. T. Physiological responses to laboratory based soccer-specific intermittent and continuous exercise. Journal of Sports Science, v. 18, p. 885-892, 2000.

HILL-HAAS, S. V.; DAWSON, B.; IMPELLIZZERI, F. M.; COUTTS, A. Physiology of Small-Sided Games:Training in Football. Sports Medicine, v.41, n. 3, p.199 – 220, 2011.

IMPELLIZZERI, F. M.; MARCORA, S. M.; CASTAGNA, C.; REILLY, T.; SASSI, A.; IAIA, F. M.; RAMPININI E. Physiological and performance effects of  generic versus specific aerobic training in soccer players. International Journal Sports Medicine, v.27, n. 6, p.483–492, 2006.

REILLY, T.; GILBOURNE, D. Science and football: a review of applied research in the football codes. Journal of Sports Science, v. 21, p. 693-705, 2003.









terça-feira, 4 de outubro de 2011

RETRATAÇÃO

Depois de um consideravel tempo sem postar nada, volto a publicar um pedido de desculpas que já deveria ter feito, mas por falta de tempo ainda não tinha escrito.
Na verdade, o motivo maior dessa postagem é dar os créditos ao professor Luis Esteves pelo programa que vinha usando nas minhas publicações e no artigo recente que saiu na Universidade do futebol.


O 'software' utilizado para ilustrar com as figuras as atividades que postei foi criado e produzido pelo professor Luis Esteves e, por falha minha, que deveria ter já dito isso anteriormente, mas confesso que realmente e de maneira inocente esqueci de fazer isso.


Bom o referido 'software' é o  Gerenciador L.A.FuTeBoLL que é uma seqüência de planilhas interconectadas, com funções previstas para a utilização pessoal de treinadores de futebol. As planilhas são travadas por senha, proibindo modificações no layout da planilha, porém esta senha vai juntamente com o produto, e a modificação fica a cargo do responsável.


Dessa forma vinha utilizando o gerenciador da maneira que achava melhor, e deixo aqui minhas sinceras desculpas ao professor.


Um abraço a todos.


Até a próxima