sábado, 4 de dezembro de 2010

Meus amigos e companheiros profissionais,

Quero convida-los a compartilhar novos conhecimentos e experiências neste blog. Meu blog estava com layout antigo (www.pcfutsal.blogspot.com) e tenho prazer de compartilhar uma versão revitalizada com vocês. Resolvi expandir os campos e áreas de conhecimento que serão abordados apartir de agora. Vamos tratar além dos assuntos que já eram de praxe, sobre a paixão nacional - o FUTEBOL. Apesar de que, quero trazer assuntos mais específicos em relação ao treinamento e a iniciação de atletas na modalidade, na maneira que penso e acredito ser correta e profissional.

No mais, um abraço a todos e o meu muito obrigado que contribuem de alguma forma para construção do blog.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PROPOSTA DE TREINO PARA FUNDAMENTOS

Objetivo: treino tático/técnico do passe, domínio e condução e situações 1x1

Atividade 1 (20 minutos): divisão em duas equipes, Jogo do 7 passes com uma bola na mão. O jogador que estiver com a bola na mão não poderá receber a bola sendo obrigatório a bola passar por todos para valer o ponto.

Atividade 2 (30 minutos): 3x1 e 3x2 com apoios. No inicio da atividade o jogo deve acontecer 3x1 para ênfase na movimentação, rodízio e passe, depois coloca-se mais um marcador e dois apoios nas alas, sendo obrigatório a bola ser passada aos apoios para realizar a finalização. Importante é limitar o numero de toques na bola.

Atividade 3 (20 minutos): Jogo de 3 equipes 3x3x3 em quadra reduzida. A equipe que perde a bola no ataque fica para realizar a marcação na próxima jogada, o trio que roubar a bola vai atacar o 3° trio que espera na outra meia quadra.

terça-feira, 27 de julho de 2010

POTÊNCIA AERÓBIA E CAPACIDADE ANAERÓBIA EM JOGADORES JOVENS DE FUTSAL

Paulo Cesar do Nascimento, Francimara Budal Arins, Luiz guilherme Antonacci Guglielmo, Anderson Santiago Teixeira. Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Florianópolis, SC, Brasil. Laboratório de Esforço Físico – LAEF

Introdução: O futsal é uma modalidade coletiva intermitente, caracterizado por possuir elevada solicitação do sistema anaeróbio durante as partidas, visto que a maior parte do tempo (80%) os jogadores realizam as atividades consideradas muito vigorosas, as quais exigem intensidades de esforço superiores a 85% da frequência cardíaca máxima. Objetivo: verificar se há relação entre a potência aeróbia mensurada apartir do Pico de velocidade (PV) com a capacidade anaeróbia em jogadores jovens de futsal. Metodologia: Participaram do estudo 14 atletas da categoria sub-17 de uma equipe de Florianópolis (16,7 ± 0,5 anos; 68,5 ± 6,6 kg; 176,6 ± 4,5 cm e 10,1 ± 4,0% de gordura) que foram submetidos a um teste anaeróbio (40-m MST) para determinar o melhor tempo (MT), tempo médio (TM) e o pior tempo (PT). O índice de fadiga (IF) foi calculado apartir da fórmula IF= Σ8TEMPOS/MT x 8 x 100 – 100. O teste 40-m MST foi composto por 8 sprints de 40 m com duas mudanças de sentido de 1800 cada (10º e 30º m do percurso) e período de recuperação de 20 s entre cada sprint. O atleta iniciava o teste no ponto médio entre 20 m, marcado por um par de fotocélulas eletrônicas (Speed Test 4.0) para captar o tempo de cada sprint. Em um outro momento, foi realizado o teste incremental intermitente de campo (TCAR) para determinar o PV. O TCAR possui multi-estágios de 12s de corrida de ida e volta com pausas de 6s, velocidade inicial de 9,0 km.h-1 (incrementos de 0,6 km.h-1 a cada 90s) e ritmo determinado por sinais sonoros. Foi empregada a análise descritiva (média e desvio-padrão) e o teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados. Para determinar a correlação das variáveis MT, TM, PT e IF com o PV utilizou-se a correlação linear de Pearson, nível de significância adotado de p≤ 0,05. Resultados: Pode-se observar correlações moderadas do PV com o TM, com o PT e com o IF (ver tabela). Apenas o MT indicador de potência anaeróbia, não demonstrou relação significante com o PV.

Tabela: Média, desvio padrão e valores de r dos índices fisiológicos relacionados à capacidade anaeróbia e potência aeróbia.
Variavéis Média Desvio padrão Valor de r
MT
(s) 8,30 0,32 -0,47
TM
(s) 8,76 0,39 -0,60*
PT
(s) 9,20 0,58 -0,53*
IF
(%) 5,50 1,27 -0,69**
PV
(km.h-1) 16,36 0,83

* p≤ 0,05 ** p≤ 0,01

Conclusão: Dessa forma, podemos afirmar de acordo com os resultados obtidos que, uma potência aeróbia aprimorada poderá auxiliar o atleta na manutenção da performance com a exigência dos processos anaeróbios de produção de energia.

Palavras chaves: Futsal, pico de velocidade e capacidade anaeróbia. POSTER-2851.DOC

quinta-feira, 20 de maio de 2010

RELAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL COM ÍNDICES DE CAPACIDADE E POTÊNCIA AERÓBIA EM JOGADORES DE FUTSAL

Paulo Cesar do Nascimento
Francimara Budal Arins
Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo
Anderson Teixeira

Resumo
O objetivo deste estudo foi relacionar os indicadores de composição corporal com os índices fisiológicos de capacidade e potência aeróbia em atletas de futsal. Participaram do estudo 12 atletas de futsal sub20 com média e desvio padrão para idade, estatura e massa corporal de 18,6 ± 0,4 anos, 173,4 ± 4,0 cm, 68,4 ± 5,4 kg, respectivamente. Foram realizadas as medidas antrométricas e de composição corporal de acordo com Petroski (2007). Foi realizado um teste incremental em esteira rolante com analisador de gases e coletas de sangue do lóbulo da orelha para mensurar os índices de capacidade e potência aeróbia. Aplicou-se a estatística descritiva e a correlação linear de Pearson para verificar a relação entre as variáveis. Nível de significância adotado de p≤0,05. O índice de massa corporal (IMC) e o percentual de gordura (%G) não apresentaram relação significativa com a velocidade do Onset Blood lactate acumulation (vOBLA). Entretanto, demonstraram correlação negativa significante com o consumo máximo de oxigênio - VO2max (r= -0,70 e -0,65; respectivamente). Os indicadores de composição corporal, IMC e %G podem ser utilizados como instrumentos para seleção de atletas e avaliação do treinamento de potência aeróbia.

Palavras - chave: Futsal, composição corporal e índices fisiológicos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

TESTE FÍSICO/TÉCNICO ESPECÍFICO PARA O FUTSAL

Após um longo período de “silêncio” no blog, e depois de um período de férias na ativa, um pouco conturbada, mas também merecida, quero retomar com uma breve sugestão de avaliação para nossa modalidade.
Esta tem como objetivo uma avaliação mais completa com aspectos físicos e técnicos/táticos, de uma forma global incluindo os componentes técnicos básicos com uma movimentação semelhante ao que ocorre durante o jogo e certo nível de acidose.
Antes de discutir melhor o assunto, a figura a seguir ilustra a forma de realização do teste.


Bom, vamos desvendar agora a complexa ilustração do teste. Pode-se dividir o teste em 3 partes: parte inicial com ênfase no esforço físico. A segunda e a terceira parte, com mais ênfase na técnica do passe e chute respectivamente. O raio significa o ponto de inicio do teste. As carinhas são os jogadores (as). O (a) atleta inicia o teste com deslocamento para sua direita, o caminho a ser percorrido esta demarcado pelos triângulos estrategicamente posicionados em lugares onde poderia estar um jogador no caso do sistema 3x1. À distância entre os triângulos (na prática discos ou cones) é de 10 metros.
Depois do primeiro deslocamento para direita o jogador muda de sentido e corre até o próximo disco (posição pivô), contornando e voltando pelo mesmo caminho até o ponto inicial. Muda de sentido e corre em direção a ala esquerda passando pelo disco e correndo até o disco “pivô”. Retorna pelo caminho da ala esquerda chegando ao ponto de inicio novamente.
Até então, o (a) atleta realizou uma corrida de 80 metros, dividido em 8x de 10 metros com 7 mudanças de sentido, caracterizando um esforço anaeróbio alático e lático. O tempo deve ser coletado a cada 40 metros.
A partir desse ponto, começa a segunda parte com ênfase na realização correta do fundamento passe. Serão 4 passes ao todo. O primeiro já é realizado no ponto inicial onde está o disco ‘fixo’ (vamos nomear didaticamente dessa maneira). O “T” no centro da quadra significa o treinador que deve passar a bola aos atletas durante essa parte do teste. Os (as) atletas dominam a bola, realizam o passe de volta ao treinador e correm ao próximo disco (ala direita). Executam outro passe e assim sucessivamente até chegar ao disco da ala esquerda. O passe é classificado pelo conjunto de ações e classificado em um score de 0-3. Será considerado o domínio correto, a força correta aplicada ao passe e se o passe foi em linha reta para o treinador. A distância total percorrida nessa parte será de 30 metros.
Por fim a terceira parte do teste será a fase de chutes a gol. Posicionado no disco da ala esquerda após realizar o quarto passe o atleta receberá a bola passada pelo treinador nesta mesma ala para executar a primeira finalização.
O “T” situado no canto esquerdo da figura significa o outro treinador necessário para a realização do teste. Este deve passar a bola próxima ao centro da quadra ofensiva (marca dos 10 metros) para a execução da segunda finalização. Após o chute o (a) atleta deve posicionar-se próximo da ala direita para realizar a terceira e ultima finalização a gol.
As finalizações serão classificadas em um score de 0-3 também, sendo a FF= finalização fora (FF= 0); FD= finalização defendida (FD= 1); FT= finalização na trave (FT= 2); GOL= 3.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UFSC campeã da Liga Regional de Florianópolis 2009


No último fim de semana, sábado dia 05 de dezembro de 2009, o time feminino de Futsal da UFSC sagrou-se campeã da Liga regional da grande Florianópolis, vencendo na final o time do Scorpions pelo placar de 2 x 1. O jogo aconteceu no ginásio I do Centro de Desportos da UFSC. Com um começo nervorso e disputado, onde a equipe do Scorpions saiu na frente do placar em um chute a gol que acabou infelizmente desviando na fixo Camila (nº 8) aos 5 minutos de jogo. Ainda aos 9 minutos do primeiro tempo a UFSC alcançou o empate com um gol da pivô Isis (nº 9) em uma bela jogada trabalhada em contra ataque.
No 2º tempo as duas equipes estavam mais cansadas e ansiosas para alcançar a vitória, entretanto a equipe do Scorpions pecou na indisciplina estorando o limite de faltas e, faltando 10 segundos para terminar a partida a própria Camila que protagonizou o 1º gol adversário marcou um belo gol de tiro livre dos 10 metros. O Scorpions ainda tentou um ultímo ataque que a goleira Dani da UFSC defendeu, a bola tocou na trave e foi pra escanteio.
Foi muita emoção dentro de quadra e na arquibancada com a equipe toda exclamando: É CAMPEÃO!


Parabéns a toda equipe, pelo trabalho e dedicação ao longo desta temporada, este título vem coroar um ano de muito empenho. Vocês demonstraram a força da equipe e acredito que em 2009 temos muito o que colher!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

RELAÇÃO ENTRE ÍNDICES FISIOLÓGICOS INDICADORES DE POTÊNCIA AERÓBIA OBTIDOS NOS TESTES DE CAMPO E LABORATÓRIO EM JOGADORES DE FUTSAL

Introdução: Por ser um esporte caracterizado pela combinação de ações de grandes intensidades, intercalados com períodos de recuperação variáveis durante o tempo total da partida, o futsal sob o ponto de vista fisiológico, é uma modalidade que exige dos jogadores um tempo expressivo de sustentação na potência aeróbia máxima durante as partidas. Desta forma, a identificação de variáveis capazes de estimar a potência aeróbia dos atletas de futsal pode contribuir de forma decisiva para que a comissão técnica elabore um programa de treinamento adequado, que potencialize o desempenho da equipe. Porém, a avaliação realizada em laboratório possui elevado custo financeiro, e não atende a especificidade do esporte. Dessa forma, é crescente a utilização de metodologias indiretas para a estimativa de índices fisiológicos a partir de testes de campo. Assim, o presente estudo objetivou comparar o pico de velocidade (PV) obtido no teste incremental de corrida intermitente (TCAR) com a intensidade de exercício associada ao consumo máximo de oxigênio (IVO2max) obtida no teste incremental em esteira (TIE). Métodos: Participaram deste estudo 12 jogadores de futsal masculino da categoria sub20 (idade = 18,6±0,4 anos; estatura = 173,4±4 cm; massa corporal = 68,4±5,4 kg; gordura corporal = 13,6±3,6 %). Para mensurar a IVO2max os atletas foram submetidos ao TIE, com velocidade inicial de 9 km.h-1 e 1% de inclinação com incrementos de 1,2 km.h-1 a cada 3 min até a exaustão voluntária. O VO2max foi mensurado respiração a respiração durante todo o procedimento a partir do gás expirado pelo analisador de gases portátil COSMED (modelo K4 b2). Para determinação do PV os atletas realizaram o TCAR, constituído de multi-estágios de 90 s de duração em sistema “ida-e-volta”, com 5 repetições de 12 s de corrida, intercaladas por 6 s de caminhada. O teste iniciou com velocidade de 9,0 km·h-1 (distância inicial de 15 m) com incrementos de 0,6 km·h-1 a cada estágio até a exaustão voluntária, mediante aumentos sucessivos de 1 m a partir da distância inicial. A normalidade dos dados foi verificada por meio do teste de Shapiro-Wilk. Para determinar a correlação das variáveis VO2max e IVO2max com o PV utilizou-se a correlação linear de Pearson, adotando um nível de significância de 5%. Resultados: Os valores encontrados de PV, VO2max e IVO2max foram 16,47±1,04 km.h-1, 61,1±4,7 mL.kg.min-1 e 15,10±1,03 km.h-1, respectivamente. Observou-se correlação significativa do PV com as variáveis VO2max (r=0,71) e IVO2max (r= 0,91). Conclusões: O PV pode ser considerado um índice fisiológico capaz de predizer a potência aeróbia. Além disso, o TCAR parece ser o método mais adequado para ser utilizado nas avaliações físicas de atletas de futsal, visto a sua maior especificidade com a modalidade.

Palavras chave: futsal, potência aeróbia, prescrição de treinamento.